terça-feira, 27 de março de 2018

Queira bem, deseje o bem

Ontem a noite tava fazendo uma meditação guiada, dessas de apps mesmo (por sinal, acho super válido, tem me ajudado bastante a evitar/amenizar minhas crises de ansiedade) quando me dei conta de algo: não odeio pessoas. 
Por muito tempo acreditei ser uma pessoa rancorosa, egoísta, de coração duro, entre tantos outros 'defeitos'. Mas ontem, em dado momento da prática, era preciso liberar pensamentos positivos a pessoas que amamos, que queremos bem, e depois a pessoas que não gostamos, que temos resistência, etc. De cara, foi muito fácil desejar o "que você seja feliz" "que você cultive as raízes da verdadeira felicidade" "que você se sinta seguro" "que você seja amado" às pessoas que amo. Pessoas específicas. Era preciso focar em alguém. Tranquilo escolher alguém pra isso.

Eis que chegou o momento das pessoas 'não amadas' por mim. Levei algum tempo para escolher 1 pessoa. Mas não por ser difícil selecionar uma. Foi difícil mesmo pensar em alguém. 
Acabei escolhendo pessoas pela indiferença. Q hoje há indiferença, mas que um dia, lá atrás houve algum outro sentimento - talvez um mau sentimento. Escolhi. Desejei o bem. Terminei a prática.

Um tempo depois, já na hora de deitar pra dormir, refleti sobre a dificuldade que senti nessa escolha e agradeci. Agradeci por não ser a pessoa rancorosa, de coração duro e egoísta que sempre fui levada a acreditar que era. Não há alguém que eu deseje o mal ou que torça contra. Há, obviamente, momentos. Momentos que a gente deseja mandar um "vá pá puta que pariu". Mas é só isso. Se for preciso, que a gente mande "se foder". Mas manda na hora mesmo. Depois, se for o caso, desculpar de coração. E então: esquecer. Deixar pra trás o que nos machucou é libertador.

Em tempo: o app que tenho usado para meditação é o Lojong => http://lojong.com.br/
A que fiz ontem foi a Bondade Amorosa, uma prática de Equilíbrio Afetivo (são 6 sessões, cada uma em média 15 minutinhos). Vale super a pena. 

terça-feira, 20 de março de 2018

O que aprendi sobre resiliência


re·si·li·ên·ci·a 
(inglês resiliencedo latim resilio-iresaltar para trásvoltar para trásreduzir-seafastar-seressaltarbrotar)

substantivo feminino
1. [Física Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.

2. [Figurado]  Capacidade de superarde recuperar de adversidades

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Sempre achei legal aprender novas palavras, dessas "grandes" e bonitonas, principalmente quando comecei a faculdade haha, aquela empolgação juvenil de querer falar difícil e parecer inteligente. Pra quem fez Direito então, o que não faltavam era palavras 'bonitonas', mas que confesso, eram quase sempre umas chatices - inclusive quando se tratava do latim e do juridiquês.

Resiliência não foi uma palavra que aprendi nas aulas ou nos .pdfs massantes que suportei por aqueles 5 anos, mas que de certa forma veio junto com a graduação e todos os penduricalhos que ela me proporcionou.
No meu 2º ano de faculdade comecei a namorar (depois vou escrever sobre essa first adventure) e durante aproximadamente 1a e 8m meu ex fez questão de repetir inúmeras vezes a palavra "resiliência". Era quase que um mantra "você precisa ser mais resiliente, Ana". E ele falava de um jeito tão cuidadoso/cheio de esperanças, que aquilo foi entrando aos pouquinhos na minha mente.

De fato, se tornar resiliente é um processo não tão simples. Ouso até dizer que é um processo lento, difícil e um pouco doloroso (só pra poder enfeitar o processo de conquista haha). Em 10 anos (desde a minha última postagem aqui) taaaaanta coisa mudou, que caramba (!) eu passaria os próximos 10 pensando em tudo que aconteceu (e no que eu queria que tivesse acontecido), mas certamente outras mais vão acontecer até que eu consiga realmente ser alguém resiliente.

Hoje já consigo parar/respirar/pensar antes de responder alguém. Consigo até me afastar ~de algumas coisas~ que me machucam. Consigo tirar uma ou outra lição das coisas que acontecem comigo e com as pessoas à minha volta. Sinto que o processo não só começou, como já vem mostrando resultados.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Meus amigos, voltei.

10 anos se passaram.

Um "novo eu" sentiu vontade de voltar a escrever aqui só pra registrar um pouquinho do turbilhão que sigo tentando acalmar.
Já que não faço terapia (embora acredite q preciso), vou usar isso aqui como tal.

Na real, vou tentar escrever as conversas que nunca tive e as cartas que nunca mandei, mas que seguiram um roteiro maduro e bollywodiano na minha cabeça