Por muito tempo acreditei ser uma pessoa rancorosa, egoísta, de coração duro, entre tantos outros 'defeitos'. Mas ontem, em dado momento da prática, era preciso liberar pensamentos positivos a pessoas que amamos, que queremos bem, e depois a pessoas que não gostamos, que temos resistência, etc. De cara, foi muito fácil desejar o "que você seja feliz" "que você cultive as raízes da verdadeira felicidade" "que você se sinta seguro" "que você seja amado" às pessoas que amo. Pessoas específicas. Era preciso focar em alguém. Tranquilo escolher alguém pra isso.
Eis que chegou o momento das pessoas 'não amadas' por mim. Levei algum tempo para escolher 1 pessoa. Mas não por ser difícil selecionar uma. Foi difícil mesmo pensar em alguém.
Acabei escolhendo pessoas pela indiferença. Q hoje há indiferença, mas que um dia, lá atrás houve algum outro sentimento - talvez um mau sentimento. Escolhi. Desejei o bem. Terminei a prática.
Um tempo depois, já na hora de deitar pra dormir, refleti sobre a dificuldade que senti nessa escolha e agradeci. Agradeci por não ser a pessoa rancorosa, de coração duro e egoísta que sempre fui levada a acreditar que era. Não há alguém que eu deseje o mal ou que torça contra. Há, obviamente, momentos. Momentos que a gente deseja mandar um "vá pá puta que pariu". Mas é só isso. Se for preciso, que a gente mande "se foder". Mas manda na hora mesmo. Depois, se for o caso, desculpar de coração. E então: esquecer. Deixar pra trás o que nos machucou é libertador.
Em tempo: o app que tenho usado para meditação é o Lojong => http://lojong.com.br/
A que fiz ontem foi a Bondade Amorosa, uma prática de Equilíbrio Afetivo (são 6 sessões, cada uma em média 15 minutinhos). Vale super a pena.

