terça-feira, 20 de março de 2018

O que aprendi sobre resiliência


re·si·li·ên·ci·a 
(inglês resiliencedo latim resilio-iresaltar para trásvoltar para trásreduzir-seafastar-seressaltarbrotar)

substantivo feminino
1. [Física Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.

2. [Figurado]  Capacidade de superarde recuperar de adversidades

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Sempre achei legal aprender novas palavras, dessas "grandes" e bonitonas, principalmente quando comecei a faculdade haha, aquela empolgação juvenil de querer falar difícil e parecer inteligente. Pra quem fez Direito então, o que não faltavam era palavras 'bonitonas', mas que confesso, eram quase sempre umas chatices - inclusive quando se tratava do latim e do juridiquês.

Resiliência não foi uma palavra que aprendi nas aulas ou nos .pdfs massantes que suportei por aqueles 5 anos, mas que de certa forma veio junto com a graduação e todos os penduricalhos que ela me proporcionou.
No meu 2º ano de faculdade comecei a namorar (depois vou escrever sobre essa first adventure) e durante aproximadamente 1a e 8m meu ex fez questão de repetir inúmeras vezes a palavra "resiliência". Era quase que um mantra "você precisa ser mais resiliente, Ana". E ele falava de um jeito tão cuidadoso/cheio de esperanças, que aquilo foi entrando aos pouquinhos na minha mente.

De fato, se tornar resiliente é um processo não tão simples. Ouso até dizer que é um processo lento, difícil e um pouco doloroso (só pra poder enfeitar o processo de conquista haha). Em 10 anos (desde a minha última postagem aqui) taaaaanta coisa mudou, que caramba (!) eu passaria os próximos 10 pensando em tudo que aconteceu (e no que eu queria que tivesse acontecido), mas certamente outras mais vão acontecer até que eu consiga realmente ser alguém resiliente.

Hoje já consigo parar/respirar/pensar antes de responder alguém. Consigo até me afastar ~de algumas coisas~ que me machucam. Consigo tirar uma ou outra lição das coisas que acontecem comigo e com as pessoas à minha volta. Sinto que o processo não só começou, como já vem mostrando resultados.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Meus amigos, voltei.

10 anos se passaram.

Um "novo eu" sentiu vontade de voltar a escrever aqui só pra registrar um pouquinho do turbilhão que sigo tentando acalmar.
Já que não faço terapia (embora acredite q preciso), vou usar isso aqui como tal.

Na real, vou tentar escrever as conversas que nunca tive e as cartas que nunca mandei, mas que seguiram um roteiro maduro e bollywodiano na minha cabeça

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

APENAS contra fatos, não há argumentos.

http://www.revan.com.br/catalogo/0136d.htm A razão do mais forte é sempre mais forte - ou talvez - mais convincente.
Texto a partir da fábula O lobo e o cordeiro - La Fontaine, e algumas outras fontes de pesquisa. [tô ficando craque nisso! textos pesquisados, e supostamente bem elaborados]

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Existem dois modos distintos de ver o mundo (a princípio/no caso, apenas dois) e a relação entre as pessoas.

O 1° modo é representado pelo lobo: concebe a sociedade sob o princípio de prevalência da força - "A Lei do Mais Forte". [a mesma 'lei' também é vista e discutida por Darwin].
O outro modo é representado pelo cordeiro, procurando mediar o inevitável conflito humano por meio da ARGUMENTAÇÃO, do diálogo, da busca do convencimento por meio da palavra e não da força.

Acontece que as sociedades perceberam que é impossível alguém, individualmente, impor-se à vontade de todos [daí vem o ditado onde se diz que é impossível agradar a gregos e troianos]. A vida em eterno conflito é pouco viável.
Às vezes, é preciso ceder. Mesmo que muitas vezes haja força – e ela nunca está completamente ausente – ainda assim, até o mais forte precisa de algum consenso, ponderação, OUVIR, e não apenas IMPOR.
O homem (a sociedade) precisa de algo mais que conflito. Quem vai fazer algo útil (trabalhar, por exemplo) se todos apenas gerarem conflitos? E como ser útil sem falar e ouvir? Como manter a ordem? (ah, tão sonhada ordem!) Isso sem falar na Arte, na Ciência, na Religião, que são excelentes formas de negação de conflitos, pelo menos conflitos internos, quando falamos de coletividade.

Existem duas hipóteses para o cordeiro: Para o lobo, o cordeiro é CULPADO (de ter cometido um desaforo), para o próprio cordeiro, ele é INOCENTE. O lobo propõe a tese de que houve o tal desaforo, lançando assim ARGUMENTOS que foram desarmados pelos CONTRA-ARGUMENTOS do cordeiro.
O caminho mais fácil para o Contra-argumento é buscar uma contradição nos argumentos do ser que se opõe a você em uma discussão. Poucas coisas são tão eficientes na hora de desarmar um discurso quanto à percepção da falta de coerência. Se alguém se contradiz, é porque está mentindo!
Toda argumentação (tese), pré-determina a existência de teses contrárias (antíteses). Não basta alguém afirmar, repetidamente seus pontos de vista (tentando torna-los eficazes); é preciso sim, que haja argumentos para afirmar suas teses, mas também, para negar as teses contrárias.
Falta de argumentos é para fracos.
=D

sábado, 20 de setembro de 2008

'na aldeia dos cegos, os sinos tocam para que os surdos ouçam.'


então senão - odisséia.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

"desfazemos nós
dilatamos zoons
acendemos sóis"

"eu sou ao todo sou aos montes
e sinto que ser assim é ser eu mesmo"

- carlos moreira.

A thousand splendid suns

CARALHO! sumi geral daqui :x

Antigos amores, talvez se 'redescobrindo'. Acho que é isso. E os novos, não tão novos...bem, a gente descobre que amor é algo duradouro, não passageiro.

Gente, o que é a vida de uma mulher afegã?! Acho que só caí na real, quando li 'A cidade do Sol'
e por incrível que pareça, elas se sentem SEGURAS atrás das burqas :-O
É uma realidade tão distante da nossa; todo aquele sofrimento. [talvez distante da MINHA realidade] Me emocionei durante maior parte da leitura. E DEUS queira, que eu NUNCA encontre um Rashid na minha vida! Sabe-se lá o que eu seria capaz de fazer; talvez não teria uma atitude como a da Mariam, mas sim uma atitude de Laila.
Pra falar a verdade, sinto que tenho um pouco das duas. Mas agora não é o exato momento de comentar o livro.


beijomeliga ;*

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

João Romão

"E um desgosto negro e profundo assoberbou-lhe o coração, um desejo forte de querer saltar e um medo invencível de cair e quebrar as pernas. Afinal, a dolorosa desconfiança de si mesmo e a terrível convicção da sua impotência para pretender outra coisa que não fosse ajuntar dinheiro, e mais dinheiro, e mais ainda, sem saber para que e com que fim, acabaram azedando-lhe de todo a alma e tingindo de fel a sua ambição e despolindo o seu ouro"

O Cortiço - Aluísio de Azevedo.